
Como é simples e ao mesmo tempo tão abstruso discorrer sobre o povo brasileiro. Nossa gente é o espelho de nossa cultura: rica e repleta de nuances. Um povo que suplanta limites, que crê na sua identidade, nos seus denodos, por mais simples que sejam, mas que nunca abdicam.
Esse povo é aquele que muitas vezes, ampara a cultura local com recursos insuficientes, sem sufrágio das esferas que de fato tem a obrigação de mantê-las e que as aventam com irrestrito descaso. Mesmo assim, eles comboiam em frente e demudam nosso país em um verdadeiro celeiro multicultural, admirado pelo mundo inteiro.
Graças a essa gente contemos reminiscências que não são impecavelmente homogêneas, e isso nos evidencia um mosaico de díspares declives culturais que compõem juntas, a tradição do Brasil.
Tal heterogeneidade deve ser ensejo de altivez para todos nós, que perpetramos essa nação. No Brasil, possivelmente mais que em qualquer outra pátria, cada indivíduo é impelido, diariamente, a habituar-se às diferenças.
O povo brasileiro batalha hodiernamente por mais deferência e equidade, tendo que “conviver” com a intolerância e o preconceito, decorrências de uma minoria que apresenta mentalidade frívola e inábil. Discursa-se muito sobre as abastanças naturais brasileiras. Mas jamais se ponderará o suficiente sobre a riqueza tradicional de nossa gente.
Assim sendo, arrostemos como de fato o é a miscigenação como uma oblação que foi adjudicada ao povo brasileiro, tornando-o uma das mais peculiares entre todas as nações do planeta.